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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Metrô tem um segurança para 3 mil usuários

A quantidade de agentes nas estações precisaria no mínimo dobrar, defende sindicato dos metroviários


Metrô Sacomã foi o cenário de uma tentativa de estupro no mês passadoFoto: Carlos Pessuto/Futura 








Quem utiliza o metrô sabe que é dificil encontrar um segurança nas estações ou nos vagões. A companhia tem apenas 1.180 agentes para proteger as 3,5 milhões de pessoas que circulam diariamente pela rede, ou seja, um para cada grupo de 3 mil passageiros. O número é insuficiente para coibir as ocorrências registradas pela companhia, segundo especialistas e funcionários do próprio Metrô.

Nos primeiros seis meses do ano, foram registrados 1.620 casos de furto e 117 de roubo no metrô e na CPTM. Além disso, a companhia registrou o primeiro estupro de sua história e outros 42 casos de violência sexual.

O diretor do sindicato dos metroviários, Caio Peretti, diz que o número de seguranças deveria, no mínimo, dobrar. “Só assim conseguiríamos dar conta da demanda de passageiros”, afirma. Segundo ele, a superlotação dificulta a ação dos  agentes. “A superlotação fez o Metrô mudar o foco de nossas atividades. Agora, temos que cuidar da mobilidade dos usuários e deixar a segurança em segundo plano.”

O professor de ferrovias da USP, Telmo Porto, também aponta a superlotação como problema para a segurança. “Além de serem poucos, os agentes ficam apertados dentro dos vagões e estações. Por isso, pouco podem fazer para coibir os crimes”, avalia Porto.  Para o professor, além do aumento no efetivo, o Metrô deve trabalhar com inteligência. “A companhia deve investir mais em monitoramento digital.”

Para o Metrô, número é suficiente

O Metrô afirma que o quadro de seguranças é adequado ao número de passageiros transportados. Segundo a companhia, isso se confirma pela queda no número de ocorrências por milhão de passageiros. Em 2010, o número era de um caso para cada milhão de pessoas transportadas.

No primeiro semestre de 2011, esse índice caiu para 0,9 ocorrência a cada milhão, índice comparável aos melhores metrôs da Europa, afirma a nota enviada pela companhia.

O Metrô afirma, ainda que parte dos agentes atua à paisana nos trens e estações. O movimento de passageiros é acompanhado por meio do Centro de Controle, que tem 948 câmeras instaladas nas estações e 910 nos trens. A companhia afirma que, até o final do próximo ano, mil novas câmeras serão instaladas para monitorar as estações e os trens.

domingo, 7 de agosto de 2011

Metrô vai instalar 3,5 mil câmeras até o final de 2014

Equipamentos serão distribuídos entre trens e estações das linhas Azul, Verde, Vermelha e Lilás

O Metrô planeja instalar 3,5 mil novas câmeras de vigilância até o final de 2014. Elas serão colocadas dentro dos trens e em pontos estratégicos das estações das linhas 1 - Azul, 2 - Verde, 3 - Vermelha e 5 - Lilás, já que a 4 - Amarela é administrada pela concessionária Via Quatro.

Atualmente, o Metrô possui quase 2 mil câmeras instaladas dentro dos trens e das estações, monitorando o movimento dos passageiros nas áreas onde há mais risco, como plataformas, mezaninos e as entradas.

Até o final do ano que vem, cerca de 1 mil novos equipamentos devem ser distribuídos por todas as estações. Por questões estratégicas, o Metrô não divulga quantas irão para cada estação, nem onde elas devem ser instaladas.

As cerca de 2,5 mil novas câmeras nos trens serão instaladas até 2014 nas linhas 1 - Azul e 3 - Vermelha (as mais antigas), conforme eles forem modernizados. Cada composição nova possuirá 26 câmeras dispostas pelos vagões. Atualmente, 35 dos 150 trens da frota dessas duas linhas já possuem as câmeras - desde o início do ano, dois deles já passaram pela modernização.

Na frota dos 27 trens da Linha 2 - Verde, 16 já possuem monitoramento. Na Linha 5 - Lilás, os oito trens da frota também passarão por modernização, mas ainda sem data prevista; as 26 novas composições anunciadas para a linha já terão câmeras. Todos os trens da Linha 4 - Amarela têm duas câmeras por vagão.

Casos de violência 

Desde o início do ano, foram relatados três casos de ataques sexuais a mulheres dentro de estações - dois deles no mês passado. Os vagões lotados em horários de pico também contribuíram para casos de agressões. Até maio, foram 118 lesões dolosas (com intenção) e 32 culposas, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

Em 2010, o Metrô registrou uma ocorrência para cada milhão de passageiros transportados e, no primeiro semestre deste ano, afirma que esse índice caiu para 0,9 casos para cada milhão de pessoas que usam o serviço.



Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=13,105314